Resgato minha caneta sem a tampa, suja de tinta e marcada pelo tempo.
A folha escrita acima da mesa , conta um conto real que produz o movimento de minhas mãos.
Uma levada a cabeça, de certo modo estava eu , com meu braço apoiado acima da mesa e com minha mão direcionada a minha mente.
Minha outra mão tão só detalhava entre poucos espaços , como havia eu ganhado um tal sopro de vida pela propria vida!
Ela sim! A vida!
Vida a quem chamo de Vida!
Minha Vida!
Muitas vidas são perdidas e jamais resgatadas. Mas a minha vida é diferente.
Minha vida tem voz, tem cheiro, tem olhos, tem cor , tem raça, tem sentimentos, tem contendas em sua mente, tem cabelo.
Minha vida em mim e eu em minha vida.
Nasci morto e foi-me dada a vida.
Ela no plural somos nós!
Ela e eu.
Não vivo de pretenções ou intenções, mas sim de certezas.
Minha caneta ainda soletra com sua boca salivada de tinta.
E o meu papel eu continuei a escrever. Não desistiria do meu UNICO papel onde posso escrever sobre minha VIDA.
O papel da vida é dar a vida e amar a vida que ela gerou.
E o papel da vida gerada é amar a vida pela qual foi gerado.
Minha caneta ainda tem tinta e meu papel escrito, anseia por mais de cada frase.
domingo, 13 de junho de 2010
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